Pane global deixa WhatsApp, Instagram e Facebook fora do ar por mais de 5 horas

WhatsApp, Facebook e Instagram ficam fora do ar no começo da tarde desta segunda-feira (4). Internautas em todo o mundo estão relatando dificuldade pra acessar os serviços que pertencem ao Facebook.

O problema iniciou por volta das 12h50 e persiste até o fechamento desta matéria (18h10). A instabilidade rendeu memes e reações e o termo WhatsApp se tornou o primeiro nos Trending Topics do Twitter no Brasil.

A principal hipótese e que se trate de um erro de DNS, que é como um GPS ou “agenda de contatos” responsável por levar os internautas às páginas.

O primeiro executivo da empresa a se pronunciar foi Mike Schroepfer, diretor de tecnologia do Facebook. “Sinceras desculpas a todos os afetados por interrupções nos serviços do Facebook no momento. Estamos enfrentando problemas de rede e as equipes estão trabalhando o mais rápido possível para depurar e restaurar o mais rápido possível”, disse.

Criança se recusa a tirar máscara na hora da foto da escola e recebe R$ 180 mil como ‘prêmio’ pela boa conduta

Aos 6 anos, o aluno Mason Peoples segue à risca tudo o que sua mãe diz. Prova disso é o que aconteceu no dia em que as crianças de sua escola, na Virgínia (EUA), foram fotografadas:

FOTÓGRAFO: Ok, pode tirar sua máscara.

MASON: Minha mamãe falou para eu ficar o tempo todo de máscara e só tirar na hora de comer, quando não tiver ninguém por perto.

FOTÓGRAFO: Mas tenho certeza de que será OK tirar só para a foto.

MASON: Não, mas minha mãe falou muito sério. Não posso.

FOTÓGRAFO: Nem por 2 segundinhos?

MASON: Não, obrigado, eu sempre ouço minha mamãe.

FOTÓGRAFO: Ok, então. Diga “queijo”!

Sua mãe postou a imagem nas redes sociais e reproduziu na legenda o diálogo acima.

“Estou tão orgulhosa por ele ter cumprido sua palavra, mas eu deveria ter sido mais clara sobre as regras desse dia [da foto]”, brincou.

Vaquinha arrecada mais de R$ 150 mil

É claro que a foto de Mason viralizou, e ele passou a ser visto basicamente como a grande referência infantil em protocolos de prevenção de Covid-19.

Nos comentários, usuários das redes sociais perguntaram para a mãe do menino se poderiam doar dinheiro para que ele fosse recompensado por sua conduta.

Diante de tantos pedidos, ela montou uma “vaquinha” on-line para pagar futuramente a faculdade de Mason. Até este domingo (3), 1.600 pessoas já haviam doado mais de 33 mil dólares (o equivalente a cerca de 180 mil reais).

“Ele está tão feliz de ver que ficaram orgulhosos de sua atitude”, relatou a mãe.

Fonte: G1

Quase 20 anos depois, legistas identificam mais duas vítimas do 11 de Setembro

Na última terça-feira (7), poucos dias antes de completar 20 anos dos ataques terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos, as autoridades de Nova York afirmaram que mais duas vítimas foram identificadas.

Dorothy Morgan, de Hempstead, do estado de Nova York, e um homem que não teve nome divulgado a pedido de sua família foram a 1.646ª e 1.647ª vítimas reconhecidas dos ataques ao World Trade Center, em Nova York, em 2001. A informação foi confirmada pela legista-chefe da cidade, Dra. Barbara A. Sampson.

As vítimas foram identificados através de análise de DNA de restos mortais que não foram detectados anteriormente. Os materiais genéticos foram recuperados do local do World Trade Center.

Segundo o centro legista, os restos mortais de mais de 1.100 vítimas — cerca de 40% das que morreram lá — ainda não foram identificados. Estas foram as primeiras identificações de vítimas do World Trade Center desde outubro de 2019. No total, o ataque matou 2.753 pessoas, além de mais de 220 que foram mortos em outros locais.

“Vinte anos atrás, fizemos uma promessa às famílias das vítimas do World Trade Center de fazer o que fosse necessário pelo tempo que fosse necessário para identificar seus entes queridos e, com essas duas novas identificações, continuamos a cumprir essa obrigação sagrada”, afirmou a legista-chefe.

O uso recente da tecnologia de sequenciamento de próxima geração — mais sensível do que as técnicas anteriores — ajudou nas identificações e “promete resultar em mais”, disseram as autoridades em um comunicado à imprensa.

Informações: CNN

Brasil x Argentina: Relatório aponta que membro da delegação omitiu informações de jogadores

Um relatório produzido por autoridades sanitárias de São Paulo, com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), revela que um representante da Associação de Futebol Argentino (AFA) foi quem preencheu os dados falsos sobre o histórico de viagem dos jogadores argentinos barrados no jogo com o Brasil do último domingo (5). A situação desencadeou na retirada dos jogadores de campo. Na sequência, eles foram obrigados a deixar o Brasil.

O relatório informa uma sequência de reuniões que ocorreram ainda no sábado (4), um dia antes da partida, para evitar transtornos maiores.

Após tomar conhecimento pela Anvisa, as autoridades de vigilância sanitária paulista se reuniram com representantes da CBF e da Conmebol, no sábado, às 10h, e informaram que os jogadores não poderiam deixar o hotel onde estavam hospedados porque estariam em situação irregular no Brasil.

O objetivo era evitar que eles participassem até mesmo dos treinos, o que foi ignorado pela delegação argentina.

De acordo com o relatório, tudo começou com a chegada de um rumor à Coordenação de Vigilância Epidemiológica de Portos, Aeroportos e Fronteiras — órgão ligado à Anvisa — de que os quatro atletas teriam passado pela Inglaterra e não fizeram quarentena no Brasil.

O país tem adotado cuidados maiores com viajantes que tenham passado os últimos 14 dias em lugares onde há circulação intensa da variante Delta. O histórico de viagens dos atletas, no entanto, informa apenas que eles chegaram a São Paulo em um voo da Venezuela.

O gerente de comunicação da AFA, Nicolás Novello, foi questionado sobre o envolvimento do membro, identificado como Fernando Ariel na falsificação dos documentos dos jogadores. Segundo ele, é impossível que o representante tenha participado do ocorrido. O caso segue sob investigação.

Informações: CNN

Talibã assume governo do Afeganistão; entenda o conflito

A última semana tem sido de intensos conflitos no Afeganistão. Em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada das tropas restantes no país asiático. Com a movimentação, o grupo extremista Talibã iniciou uma série de ataques a diversas províncias do país, capturando todo o território afegão. Neste domingo, 15, a capital Cabul foi tomada pelo grupo.

Contando apenas o conflito mais recente, iniciado em 2001, a Guerra do Afeganistão durou duas décadas. As origens do conflito e o surgimento do Talibã, porém, remontam 40 anos atrás.

O Talibã

O Talibã é um grupo fundamentalista que atua no Afeganistão desde os anos 1990. Com uma visão extremista da religião islâmica, a agremiação atua tanto de forma política quanto militar.

O Talibã que começou como um grupo de estudos do islã, com cerca de outros 50 estudantes, decidiu criar uma organização que militasse pelo endurecimento das leis no Afeganistão segundo uma interpretação extremista da Sharia, código de conduta islâmico. Com amplo apelo em escolas religiosas do Afeganistão e do Paquistão, em 1995 o Talibã já tinha cerca de 15 mil membros.

Entre os posicionamentos de Mohammed Omar, um dos fundadores, estavam a oposição tanto à invasão soviética, que trouxe costumes ocidentalizados ao Afeganistão, quanto às milícias que governavam partes do país após o fim da Guerra Afegã-Soviética. À época, diversas facções de mujahidins disputavam o vácuo de poder deixado pelos soviéticos, em uma guerra civil que durou de 1992 a 1996. Na visão do Talibã, os conflitos geravam sofrimento ao povo afegão, e aconteciam porque a população não seguia as interpretações mais rígidas da Sharia.

Entre 1996 e 2001, o Talibã foi o governo de fato do país, com o nome de Emirado Islâmico do Afeganistão. Após duas décadas de conflitos, entre a invasão soviética e a guerra civil, todavia, a região estava destruída, e acesso a itens básicos como água potável, comida e eletricidade dependiam de ajuda humanitária. Com uma política de desconfiança em relação a não-muçulmanos, o Talibã dificultou ou impediu ações de organismos internacionais no país.

Durante seu governo, o Talibã firmou parceria com a organização terrorista Al-Qaeda. O grupo criado por Osama Bin Laden teve grande integração com as forças de segurança do Afeganistão no período, auxiliando o governo do Talibã a manter a autoridade no país mesmo com o colapso social.

Retomada do Afeganistão

Após o ataque da Al-Qaeda às Torres Gêmeas, em 2001, o governo dos Estados Unidos, em conjunto com outros países, invadiu o Afeganistão, dando início à chamada “Guerra ao Terror”. A ofensiva foi intensa e, em cerca de dois meses, o governo do Talibã havia sido deposto.

Ao longo das duas décadas seguintes, tropas estadunidenses se mantiveram na região. Apesar de ter gasto mais de 1,5 trilhão de dólares nestes conflitos, sendo mais de US$ 1 trilhão somente no Afeganistão, o governo dos Estados Unidos nunca conseguiu remover totalmente a influência do Talibã no país.

Até 2014, as tropas estadunidenses estavam envolvidas diretamente em combates com remanescentes do Talibã no Afeganistão. Em outubro daquele ano, porém, o papel do exército dos Estados Unidos se tornou de treinamento e apoio logístico às forças armadas do Afeganistão, reunidas em 2011.

A partir de então, o Talibã passou a se reorganizar para não apenas reagir em combate contra as tropas estadunidenses, voltando a usar táticas políticas e militares para se reerguer. Em fevereiro de 2020, já com controle territorial significativo no país, o Talibã e o governo dos Estados Unidos assinaram um acordo de paz que previa o fim da ocupação estrangeira no país.

No começo de agosto, havia apenas cerca de 650 soldados dos Estados Unidos no Afeganistão. Conforme o Talibã capturava mais regiões do país, o exército afegão permaneceu com apenas dois pelotões, ambos na capital Cabul. Com pouca resistência, o Talibã aumentou a intensidade e a agressividade das ações, chegando a Cabul nesse domingo.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, fugiu do país algumas horas antes das tropas do Talibã avançarem sobre Cabul. O grupo, que chegou aos limites da cidade na manhã de domingo (horário local), afirmou que não tomaria a capital antes de negociar uma transição pacífica do poder.

Com a fuga de Ghani, porém, o Talibã decidiu entrar na cidade. Em comunicado, o grupo afirmou que a mudança de posição aconteceu para “evitar o caos e os saques”, uma vez que a polícia local abandonou os postos.

Na incursão, as tropas do Talibã capturaram prisões em Cabul e na cidade vizinha de Bagram, libertando milhares de prisioneiros. Entre os libertos, há membros do Daesh e da Al-Qaeda. Na noite de domingo, o Talibã chegou ao palácio presidencial, e declarou a retomada do governo deposto em 2001.