Homem acusado de causar acidente que matou mãe, filho e babá grávida se desespera em julgamento

Dor e emoção marcam o primeiro dia de julgamento de João Victor Ribeiro, acusado pela colisão que matou três pessoas e deixou duas feridas, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, em novembro de 2017.

No Fórum Joana Bezerra, na área central da capital pernambucana, onde iniciou da manhã de ontem, terça feira (15), o júri popular do réu, o advogado Miguel Arruda da Motta Silveira Filho, sobrevivente do acidente, relembrou com tristeza o momento da colisão e os dias seguintes, quando soube que a esposa e o filho mais novo haviam falecido, e que a filha mais velha estava hospitalizada e necessitaria de cuidados.

Durante testemunho de Miguel, o acusado do crime, que ouvia os relatos, foi aos prantos e precisou ser retirado da sala onde ocorria o julgamento. “Eu não queria fazer isso. Me perdoe, me mate, eu não queria machucar a sua família, nem de ninguém”, gritou o réu.

O advogado, em lágrimas, também foi retirado do espaço. A filha de Miguel, Marcela, de 8 anos, sobrevivente da batida, também foi retirada do local por familiares.

Ao todo, foram arroladas 22 testemunhas, incluindo o próprio Miguel. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) estendeu para esta quarta-feira (16), onde será a vez do réu responder a um interrogatório. Em seguida haverá a fase de debates e apresentação de argumentos pela acusação e defesa, antes do veredito ser definido pelo júri.

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