João Campos enfrenta enxurrada de críticas nas redes após polêmica em concurso da Prefeitura do Recife

Desde que veio à tona o caso envolvendo a nomeação em um concurso público da Prefeitura do Recife, o prefeito João Campos (PSB) passou a enfrentar uma onda contínua de críticas, piadas e cobranças nas redes sociais. Todas as publicações recentes do gestor, independentemente do tema, têm sido tomadas por comentários irônicos e negativos, em referência direta ao caso que envolveu a vaga destinada a uma pessoa com deficiência (PCD).

Entre as mensagens mais curtidas estão ironias sobre “canetadas”, supostas facilidades em concursos públicos e cobranças diretas por explicações. Comentários como “É nessa cidade que dá pra passar em concurso público de forma diferente?”, “Queria negociar uma nomeação. Disseram que é aqui!” e “Essa festa tinha área pra PCD?” passaram a se repetir em diferentes postagens, acumulando milhares de curtidas e respostas. O João Campos não se pronunciou publicamente até o momento.

A repercussão chegou até a deputada federal Tabata Amaral, noiva do prefeito e política em São Paulo, que também passou a receber cobranças nas redes sociais, com comentários do tipo: “Tabata, não é você que é contra a corrupção?”.

O CASO

A controvérsia envolve o concurso público da Procuradoria do Município do Recife, realizado em 2022, que previa vagas reservadas para pessoas com deficiência, conforme determina a legislação. Um candidato aprovado dentro da cota PCD aguardava nomeação desde a homologação do resultado, quando acabou sendo preterido após a Prefeitura nomear outro concorrente que havia sido aprovado apenas na ampla concorrência.

O nomeado apresentou, anos depois do concurso, um laudo médico que o enquadrava como pessoa com deficiência, mesmo sem ter concorrido originalmente nessa condição. Com base nesse documento, ele foi reclassificado para a lista PCD e assumiu a vaga, deixando de fora o candidato que ocupava legitimamente a posição destinada à cota. Acontece que o candidato nomeado é filho de um juiz de Pernambuco, magistrado que atuava em processos envolvendo o prefeito João Campos, suspeitando possível favorecimento, conflito de interesses e desrespeito ao edital do concurso, ampliando a indignação popular.

Diante da forte reação nas redes sociais e da pressão política, a Prefeitura do Recife voltou atrás, anulou a nomeação questionada e convocou o candidato PCD que havia sido preterido. Ainda assim, o episódio segue sendo lembrado diariamente nas redes do prefeito, que continua sem se manifestar diretamente sobre o caso.

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