
A movimentação política em Pernambuco começa a desenhar o cenário da disputa pelo Governo do Estado em 2026. A governadora Raquel Lyra vem intensificando articulações e ampliando alianças políticas, especialmente com lideranças do interior e partidos importantes, enquanto o prefeito do Recife, João Campos, também trabalha para consolidar sua base e fortalecer o grupo político da Frente Popular.
Um dos movimentos mais comentados da última semana foi a consolidação da aliança entre Raquel Lyra e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil. O grupo político do Sertão do São Francisco passa a caminhar ao lado da governadora, e Miguel deve disputar uma vaga ao Senado na chapa governista, fortalecendo o palanque de Raquel, principalmente no interior do estado, onde o grupo Coelho tem forte influência política.
Além de Miguel Coelho, outras lideranças importantes também aparecem no campo político da governadora, como o ex-ministro Mendonça Filho, o prefeito de Caruaru Rodrigo Pinheiro e o senador Fernando Dueire, que é citado nos bastidores como possível nome para compor a chapa majoritária. As articulações reforçam a estratégia de Raquel Lyra de ampliar a base política e montar uma chapa competitiva para a disputa estadual.
Do outro lado, o prefeito do Recife, João Campos, mantém alianças importantes, como o grupo liderado pelo ministro Silvio Costa Filho e o Republicanos, além de nomes ligados ao PT e à Frente Popular. Com as movimentações recentes, o cenário político de Pernambuco começa a se dividir em dois grandes blocos políticos, com a governadora ampliando apoios no interior e João Campos fortalecendo alianças na Região Metropolitana e entre partidos de esquerda, indicando que a disputa pelo Governo do Estado em 2026 deve ser uma das mais acirradas da história política recente de Pernambuco.







