Brasil x Argentina: Relatório aponta que membro da delegação omitiu informações de jogadores

Um relatório produzido por autoridades sanitárias de São Paulo, com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), revela que um representante da Associação de Futebol Argentino (AFA) foi quem preencheu os dados falsos sobre o histórico de viagem dos jogadores argentinos barrados no jogo com o Brasil do último domingo (5). A situação desencadeou na retirada dos jogadores de campo. Na sequência, eles foram obrigados a deixar o Brasil.

O relatório informa uma sequência de reuniões que ocorreram ainda no sábado (4), um dia antes da partida, para evitar transtornos maiores.

Após tomar conhecimento pela Anvisa, as autoridades de vigilância sanitária paulista se reuniram com representantes da CBF e da Conmebol, no sábado, às 10h, e informaram que os jogadores não poderiam deixar o hotel onde estavam hospedados porque estariam em situação irregular no Brasil.

O objetivo era evitar que eles participassem até mesmo dos treinos, o que foi ignorado pela delegação argentina.

De acordo com o relatório, tudo começou com a chegada de um rumor à Coordenação de Vigilância Epidemiológica de Portos, Aeroportos e Fronteiras — órgão ligado à Anvisa — de que os quatro atletas teriam passado pela Inglaterra e não fizeram quarentena no Brasil.

O país tem adotado cuidados maiores com viajantes que tenham passado os últimos 14 dias em lugares onde há circulação intensa da variante Delta. O histórico de viagens dos atletas, no entanto, informa apenas que eles chegaram a São Paulo em um voo da Venezuela.

O gerente de comunicação da AFA, Nicolás Novello, foi questionado sobre o envolvimento do membro, identificado como Fernando Ariel na falsificação dos documentos dos jogadores. Segundo ele, é impossível que o representante tenha participado do ocorrido. O caso segue sob investigação.

Informações: CNN

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