Mãe de Beatriz diz que identificação de suspeito por DNA é ‘incontestável’, mas que motivação do crime ‘não convence’

A mãe da menina Beatriz Angélica, Lucinha Mota, disse que acredita que o suspeito identificado por meio de exames de DNA seja, de fato, o homem que matou a facadas a garota, em 2015, dentro de uma escola em Petrolina. No entanto, segundo ela, a motivação apontada pela Secretaria de Defesa Social (SDS) “não convence”.

A prova científica do DNA é importante. Tem uma relevância muito grande, isso é ciência, não se contesta. O máximo que se faz é repetir para ter opiniões de outros especialistas”, disse.

As declarações foram dadas logo após uma coletiva feita pela SDS, no Recife, para detalhar a identificação do suspeito como sendo Marcelo da Silva, de 40 anos, já preso por outros crimes. A secretaria disse que ele confessou ter entrado na escola para pedir dinheiro e matado a menina depois que ela se desesperou ao ver a faca que ele portava.

O pai de Beatriz e marido de Lucinha, Sandro Romilton, era professor de inglês no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ocorreu o crime. Segundo a mãe da menina, a escola era bastante rígida e, durante os 14 anos em que frequentou o local, como mãe de uma aluna e esposa de um funcionário, sempre precisou se identificar.

Ela disse, ainda, que durante festividades, a escola só permitia a entrada de pessoas que estavam autorizadas em convites. Isso, segundo ela, faz com que seja difícil acreditar na versão dada pela SDS, de que o assassino de Beatriz conseguiu entrar na escola com pouca dificuldade. No dia do crime ocorria no colégio uma formatura, sendo uma das alunas a irmã da vítima.

A SDS informou, ainda, que os indícios apontam que Marcelo agiu sozinho e não teve a ajuda de outras pessoas. Lucinha Mota, por sua vez, acredita que pode haver um mandante e que possíveis problemas da escola em que a menina morreu podem ter a ver com a motivação do crime.

Lucinha disse, também, ter tido acesso a vídeos em que o suspeito aparece com o que seria um telefone.

“Ele chega, ele esconde a faca, ele recebe uma ligação ou uma mensagem, ele bota o telefone próximo à orelha dele, como se estivesse recebendo uma ligação. Ele vai no canteiro, pega a faca, bota no pé e parte em direção ao colégio. Pelo amor de Deus, não precisa ser nenhum expert para entender que, ali, alguém avisou a ele. O quê? O momento certo de entrar? Essas coisas que precisam ser identificadas”, questionou.

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